Com o passar dos anos, apreciamos que o Natal está deixando de ser a festa de celebração do nascimento de Jesus, passa a ser a festa da comida e da glutonaria, da bebida e da bebedeira, dos presentes e da exploração comercial, da verdade e dos mitos, do real e dos símbolos, dos encontros e desencontros… Nem tudo é errado, mas o foco a cada dia que passa está a ser infelizmente perdido.
O Pe. Federico Lombardi SJ, director da Sala de Imprensa da Santa Sé, levanta o dilema ético desta época no editorial da última edição de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano, após a Vigília pela Vida Nascente que o Papa Bento XVI presidiu no Vaticano, no dia 27 de novembro.
"Rezar e comprometer-se em favor da vida nascente. Convite que o Papa nos fez, segundo Lombardi, um tempo de espera e conversão para se preparar para comemorar, mais uma vez, o facto desconcertante e extraordinário do nascimento do Filho de Deus entre nós: Deus que se faz carne, Deus no ventre de uma mãe, Deus menino, Deus perto de nós", disse o porta-voz, Cfr Zenit.
Todos os anos a cena se repete: ruas iluminadas, lojas decoradas, portas enfeitadas, confraternizações e trocas de presentes. É muito encantador passar a noite pelo centro da cidade, pelos shoppings e ver a quantidade de luzes e enfeites anunciando o Natal.

